terça-feira, 6 de outubro de 2015

Se foi...

Se foi. Veio do nada, queimou, e se foi. Nem rastro deixou.
Tinha ambição, tinha energia, tinha vibração. Mas nada mais que isso.
Se foi. Não deixou carta, não deixou bilhete, sequer ligou.
Mas foi em paz. Foi feliz, queixoso sobre o tempo, sobre o mal tempo, sobre a falta de tempo.
Saiu de fininho. Saiu à francesa, sem ninguém perceber, nem que ele tinha ido.
Imperceptível. Inconcebível. Intangível. Insípido. Inodoro. Inconsciente.
Deixou saudade. Se fez lembrar pelo que fez, pelo que foi, e pelo que será, pois ao futuro se guiará.
Vá em Paz, vá com Deus. Ame, viva, se liberte.
Um beijo.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Longo e frio inverno...


Mais uma vez, um longo e frio inverno me separou de minhas criações. Novidades incessantes que acontecem na minha vida, que quase não me sobra tempo para muita coisa, além de pensar e refletir com muita rapidez.

Isso tem me prejudicado sobremaneira, mas estou aprendendo a encaixar as peças nos eixos certos e retomando o ritmo de outrora.

Às vezes confesso: por pura preguiça deixo de vir aqui, ou em razão da invenção do smartphone, que toma meu tempo com jogos inúteis para meu deleite e distração.

Hoje várias coisas me vieram à tona, várias palavras, frases incompletas, montagens desmontadas, mas que queriam dizer alguma coisa. Logo, me propus a sentar e escrever em meu querido Blog.

(pausa de 5 minutos para o smartphone)

Cada vez que toca um bip já vou ávido em direção ao aparelho para saber o que está acontecendo. Essa inovação me deu a sensação de ter mais tempo pra fazer minhas coisas do dia-a-dia, o que de fato é verdade, mas também me toma um tempo precioso de minha concentração, que antigamente era quebrado por uma ligação, ou o que era mais comum, um SMS. E falando nele, raramente os recebo atualmente, pois agora é o "WhatsApp".

Enfim, cá estou.

O tempo passou, e não foi pouco: 5 anos desde que comecei a escrever aqui com afinco e dedicação. De lá pra cá, minha vida mudou intensamente e muito. Há quem diga que 5 anos não são nada, e há quem deduza que 5 anos é tempo pra caraca. Eu continuo achando o óbvio: o tempo não passa, a menos que queiramos nos esquecer.

Tenho lembranças vivas de uma festa a fantasia, onde fui fantasiado de pirata. Me lembro de aguardar na fila da boate para entrar, e da movimentação do pessoal lá dentro. O mais engraçado disso é que a lembrança é tão forte, que passo a achar que a coisa toda aconteceu ontem, e que não faz muito tempo. Mas quando calculo, lá se vão 14 anos...

Saudoso? Não, juro que não. Aliás, prometo que não, pois se eu estivesse saudoso, estaria estagnado, e estagnado é uma coisa que não estou, com certeza. No imperativo mesmo, mas não por auto afirmação também; para que não restem dúvidas sobre isso.

Nesse contexto de tempo, me pergunto: o tempo nos molda, ou nós moldamos o tempo? Ou à medida que forjamos nossa existência deixamos indeléveis nossas marcas ao longo do caminho?... Pois é, acredito na última proposição. Mas a cada um, uma reflexão: você aproveitou bem a caminhada?

Sorria a cada desabrochar da aurora, pois só temos certeza de que um dia o crepúsculo nos alcançará...

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Um intenso inverno depois...

"Para que não fique sem sentido esta minha volta repentina, e apesar de não ter muito a dizer, após passar algum tempo (e quanto tempo!) hibernando, afinal voltei. Renovado, espero contribuir diuturnamente com esse meu pequeno projeto, mas que eu adoro seguir com, que é este o Focos Noturnos. Boa leitura!"

 

Hoje eu cheguei com vontade de fazer um monte de coisa, com vontade de mudar o mundo. No caminho de volta, desafiei a gravidade, percorri o perigo, e me surpreendi de como a vida por ser melhor, ainda melhor do que ela já é.

Não basta ter um carro, uma casa, não bastam amigos. Também não é suficiente seguir conselhos, seguir ditados e regras. O que basta? Permaneça sereno, calmo e tranquilo, mas acima de tudo, esteja em paz consigo mesmo; seja você.

Um ditado vergastado pelo tempo, desgastado pelo mau uso, desbastado de tanto ser repetido de forma espelhada. Mas também não seja um espelho.

Ser diferente é normal, completamente normal, sobretudo em um lugar onde muitos tem tanto que basta tudo para causar a sensação de completo vazio, ou seja, é possível que se construa um império que, ainda assim, o rei pode se sentir solitário. Afinal, de que vale um reino sem súditos?

Uma música, um cheiro, um beijo, uma lembrança, sensações tão fortes e distintas quanto os carros que passam pela rua, movimentada pelo fluxo intenso de corrediças vorazes atrás daquilo que mais se prima numa sociedade que, platonicamente, busca se equalizar.

Enquanto muitos se contextualizam em um misto de veracidade ilusória e incompreendida, sigo devaneando. Deste ponto é que se extrai nossa perene e serena comunhão.

sábado, 4 de junho de 2011

Em dias frios...

Tem dia que tá muito frio, que tá tudo muito quieto, parado. Parece até que o mundo vai acabar. Mas não tenha medo. Estou a teu lado pra tudo que tiver que ser, pra tudo que tiver que acontecer!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Penso, e não desisto

Hoje eu reclamei pro vento. Hoje eu expus minha raiva e minha indignação, em parte, em uma vã tentativa de obter comoção alheia. Hoje eu reclamei muito, reclamei demais, fui rabugento mesmo. Não o fiz de forma insensata, pois eu acredito cegamente que insensatos são aqueles que nos fazem irar, e depois pirar.
Hoje eu reclamei, pois cansei de enfrentar filas enormes, de enfrentar burocracias ridículas, no futuro quem sabe até para tomar um simples café. Hoje eu reclamei, e reclamei muito por não entender nada do que se passa nas terras Tupiniquins. Irado, muito mesmo. Mas acredito que foi sem sentido. As coisas não vão se resolver porque eu reclamo, as coisas não vão se resolver porque eu grito. As coisas se resolvem se eu fizer, se eu lutar. Cada um à sua maneira, mas fazer alguma coisa, pois não é porque sempre foi assim que precisar continuar sendo.

Se você sofre de alguma dor física, você age, você procura sanar o problema. Para alguns, quando essa dor é emocional, o caminho é o mesmo. Mas quando se trata da moral, dos bons costumes, dos princípios, aí a coisa sempre foi assim e não o que se fazer.

Lutemos, levantemos nossas cabeças para enfrentar essa monstruosidade burrocrática que assola nosso País, aquele a que nos referimos ser o País da graça, das beldades, onde não há eventos naturais que nos abalem. Mas eu ouso discordar. Discordo, pois a Natureza pode não ter nos colocado em posição de ação de furacões, tempestades, vulcões ativos, terremotos, maremotos, tsunamis, e por aí vai. Mas colocou uma ação subjetiva e impiedosa: a ação de poucos que prejudicam milhares, milhões.

Pagando impostos altíssimos, enfrentando burocracia desnecessária, “burrificando” nossas crianças, expondo nossos irmãos e irmãs aos mais variados níveis de violência, seja ela moral ou física, nos expondo cada vez mais em um abismo onde pouquíssimos mandam e milhões se submetem.

Essa descrição me remete à imagem de várias pessoas puxando uma biga enquanto alguns estão em cima dela chicoteando aqueles que lhes conduzem. E nosso Hino Nacional ainda diz: verás que um filho teu não foge à luta, nem teme quem te adora à própria morte, terra adorada.

Se entre outras mil és tu Brasil Pátria amada, por que, então, machucamos a quem amamos? Ou será que não nascemos amorosos?

Hoje foi um dia de reflexões, um dia difícil. Amanhã será melhor, eu tenho certeza. Afinal de contas, “eu sou brasileiro e não desisto nunca”. Será?...