terça-feira, 6 de outubro de 2015

Reflexos do subjetivo

Pois é. Hoje eu estou breve. Estou curto, sucinto. Mas poderoso.
Digo em pouco, pra significar muito.
Fiz rir, fiz chorar, fiz saudade, fiz pensar. Refletir.
Gosto doa ponto e vírgulas, mas hoje eu os estou a evitar. Quero chegar logo ao meu objetivo, que na verdade não tem nada de objetividade. Apenas um amontoado de ideias presas entre si, perdidas em conexões de devaneios.
Me alonguei.
Passei de meu ponto. Estou em tópicos. Pulando de galho em galho. Uma leitura concatenada ao ritmo dessa urbe tresloucada. Que me faz rir, que me faz chorar, que me faz saudoso, que me faz pensoso.
Reflexivo.

Se foi...

Se foi. Veio do nada, queimou, e se foi. Nem rastro deixou.
Tinha ambição, tinha energia, tinha vibração. Mas nada mais que isso.
Se foi. Não deixou carta, não deixou bilhete, sequer ligou.
Mas foi em paz. Foi feliz, queixoso sobre o tempo, sobre o mal tempo, sobre a falta de tempo.
Saiu de fininho. Saiu à francesa, sem ninguém perceber, nem que ele tinha ido.
Imperceptível. Inconcebível. Intangível. Insípido. Inodoro. Inconsciente.
Deixou saudade. Se fez lembrar pelo que fez, pelo que foi, e pelo que será, pois ao futuro se guiará.
Vá em Paz, vá com Deus. Ame, viva, se liberte.
Um beijo.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Longo e frio inverno...


Mais uma vez, um longo e frio inverno me separou de minhas criações. Novidades incessantes que acontecem na minha vida, que quase não me sobra tempo para muita coisa, além de pensar e refletir com muita rapidez.

Isso tem me prejudicado sobremaneira, mas estou aprendendo a encaixar as peças nos eixos certos e retomando o ritmo de outrora.

Às vezes confesso: por pura preguiça deixo de vir aqui, ou em razão da invenção do smartphone, que toma meu tempo com jogos inúteis para meu deleite e distração.

Hoje várias coisas me vieram à tona, várias palavras, frases incompletas, montagens desmontadas, mas que queriam dizer alguma coisa. Logo, me propus a sentar e escrever em meu querido Blog.

(pausa de 5 minutos para o smartphone)

Cada vez que toca um bip já vou ávido em direção ao aparelho para saber o que está acontecendo. Essa inovação me deu a sensação de ter mais tempo pra fazer minhas coisas do dia-a-dia, o que de fato é verdade, mas também me toma um tempo precioso de minha concentração, que antigamente era quebrado por uma ligação, ou o que era mais comum, um SMS. E falando nele, raramente os recebo atualmente, pois agora é o "WhatsApp".

Enfim, cá estou.

O tempo passou, e não foi pouco: 5 anos desde que comecei a escrever aqui com afinco e dedicação. De lá pra cá, minha vida mudou intensamente e muito. Há quem diga que 5 anos não são nada, e há quem deduza que 5 anos é tempo pra caraca. Eu continuo achando o óbvio: o tempo não passa, a menos que queiramos nos esquecer.

Tenho lembranças vivas de uma festa a fantasia, onde fui fantasiado de pirata. Me lembro de aguardar na fila da boate para entrar, e da movimentação do pessoal lá dentro. O mais engraçado disso é que a lembrança é tão forte, que passo a achar que a coisa toda aconteceu ontem, e que não faz muito tempo. Mas quando calculo, lá se vão 14 anos...

Saudoso? Não, juro que não. Aliás, prometo que não, pois se eu estivesse saudoso, estaria estagnado, e estagnado é uma coisa que não estou, com certeza. No imperativo mesmo, mas não por auto afirmação também; para que não restem dúvidas sobre isso.

Nesse contexto de tempo, me pergunto: o tempo nos molda, ou nós moldamos o tempo? Ou à medida que forjamos nossa existência deixamos indeléveis nossas marcas ao longo do caminho?... Pois é, acredito na última proposição. Mas a cada um, uma reflexão: você aproveitou bem a caminhada?

Sorria a cada desabrochar da aurora, pois só temos certeza de que um dia o crepúsculo nos alcançará...

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Um intenso inverno depois...

"Para que não fique sem sentido esta minha volta repentina, e apesar de não ter muito a dizer, após passar algum tempo (e quanto tempo!) hibernando, afinal voltei. Renovado, espero contribuir diuturnamente com esse meu pequeno projeto, mas que eu adoro seguir com, que é este o Focos Noturnos. Boa leitura!"

 

Hoje eu cheguei com vontade de fazer um monte de coisa, com vontade de mudar o mundo. No caminho de volta, desafiei a gravidade, percorri o perigo, e me surpreendi de como a vida por ser melhor, ainda melhor do que ela já é.

Não basta ter um carro, uma casa, não bastam amigos. Também não é suficiente seguir conselhos, seguir ditados e regras. O que basta? Permaneça sereno, calmo e tranquilo, mas acima de tudo, esteja em paz consigo mesmo; seja você.

Um ditado vergastado pelo tempo, desgastado pelo mau uso, desbastado de tanto ser repetido de forma espelhada. Mas também não seja um espelho.

Ser diferente é normal, completamente normal, sobretudo em um lugar onde muitos tem tanto que basta tudo para causar a sensação de completo vazio, ou seja, é possível que se construa um império que, ainda assim, o rei pode se sentir solitário. Afinal, de que vale um reino sem súditos?

Uma música, um cheiro, um beijo, uma lembrança, sensações tão fortes e distintas quanto os carros que passam pela rua, movimentada pelo fluxo intenso de corrediças vorazes atrás daquilo que mais se prima numa sociedade que, platonicamente, busca se equalizar.

Enquanto muitos se contextualizam em um misto de veracidade ilusória e incompreendida, sigo devaneando. Deste ponto é que se extrai nossa perene e serena comunhão.

sábado, 4 de junho de 2011

Em dias frios...

Tem dia que tá muito frio, que tá tudo muito quieto, parado. Parece até que o mundo vai acabar. Mas não tenha medo. Estou a teu lado pra tudo que tiver que ser, pra tudo que tiver que acontecer!