Você olha lra trás com que frequência? Quantas vezes você para pra observar os seus passos, de onde você partiu, onde está no momento, e pra onde você quer ir?
Eu tenho olhado muitas vezes pro meu passado ultimamente. É preciso entender a razão de estar onde se está, a essência daquilo que se tem hoje, buscando, na medida do possível, projetar o amanhã.
As horas passam, os minutos, os dias, os meses, anos. Longos períodos de vivência e conhecimento, onde nos preocupamos mais em ter do que ser. Temos o presente, pra fazer uma selfie. Temos o passado, jogado numa timeline qualquer. Temos o futuro, pra pensar em não pensar. Só descansar na sombra, curtindo uma gelada e um bom som ambiente, certo?
Errado. Tudo isso está errado.
Uma nau à deriva, sem controle, desgarrada de seus princípios, eivada de tédio e mesmice em seus veios. Com medo de arriscar, com medo de perder, com medo, com muito medo.
O medo que aprisiona a alma, que cala os sentidos, que tapa os ouvidos. Uma visão cega do medo. De morrer, de viver, de pensar. De ser.
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
Ser, estar, ficar, estagnar, morrer...
terça-feira, 6 de outubro de 2015
Reflexos do subjetivo
Pois é. Hoje eu estou breve. Estou curto, sucinto. Mas poderoso.
Digo em pouco, pra significar muito.
Fiz rir, fiz chorar, fiz saudade, fiz pensar. Refletir.
Gosto doa ponto e vírgulas, mas hoje eu os estou a evitar. Quero chegar logo ao meu objetivo, que na verdade não tem nada de objetividade. Apenas um amontoado de ideias presas entre si, perdidas em conexões de devaneios.
Me alonguei.
Passei de meu ponto. Estou em tópicos. Pulando de galho em galho. Uma leitura concatenada ao ritmo dessa urbe tresloucada. Que me faz rir, que me faz chorar, que me faz saudoso, que me faz pensoso.
Reflexivo.
Se foi...
Se foi. Veio do nada, queimou, e se foi. Nem rastro deixou.
Tinha ambição, tinha energia, tinha vibração. Mas nada mais que isso.
Se foi. Não deixou carta, não deixou bilhete, sequer ligou.
Mas foi em paz. Foi feliz, queixoso sobre o tempo, sobre o mal tempo, sobre a falta de tempo.
Saiu de fininho. Saiu à francesa, sem ninguém perceber, nem que ele tinha ido.
Imperceptível. Inconcebível. Intangível. Insípido. Inodoro. Inconsciente.
Deixou saudade. Se fez lembrar pelo que fez, pelo que foi, e pelo que será, pois ao futuro se guiará.
Vá em Paz, vá com Deus. Ame, viva, se liberte.
Um beijo.

