sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Uma Música...

Não que seja por falta de inspiração ou tempo. Mas eu gosto muito dessa música e da letra. Por isso, posto-a aqui para que todos possam refletir. É do Zeca Baleiro, está no cd "Vô Imbolá", chama-se "Tem que ser assim", e pode ser ouvida em seu site: http://www2.uol.com.br/zecabaleiro/
Espero que gostem!


Não fui eu nem Deus não foi você nem foi ninguém
Tudo o que se ganha nessa vida é pra perder
Tem que acontecer
Tem que ser assim
Nada permanece inalterado até o fim
Se ninguém tem culpa não se tem condenação
Se o que ficou do grande amor é solidão
Se um vai perder outro vai ganhar
É assim que eu vejo a vida e ninguém vai mudar

Eu daria tudo
Pra não ver você cansada
Pra não ver você calada
Pra não ver você chateada
Cara de desesperada
Mas não posso fazer nada
Não sou Deus nem sou Senhor

Eu daria tudo
Pra não ver você chumbada
Pra não ver você baleada
Pra não ver você arreada
A mulher abandonada
Mas não posso fazer nada
Eu sou um compositor popular

Eu daria tudo
Pra não ver você zangada
Pra não ver você cansada
Pra não ver você chateada
Cara de desesperada
Mas não posso fazer nada
Não sou Deus nem sou Senhor

Eu daria tudo
Pra não ver você chumbada
Pra não ver você baleada
Pra não ver você arreada
A mulher abandonada
Mas não posso fazer nada
Sou só um compositor popular

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Mudanças

Mudar de ares, navegar por novos mares, é sempre interessante. A maré sempre nos traz coisas boas. Conseqüentemente, traz coisas ruins também. Mas aí, é só saber priorizar as coisas. Ou você prioriza as coisas boas, e segue em frente consertando as ruins, ou se apega de vez na âncora dos seus problemas e afunda ao abismo desconhecido e sombrio.
Mas pensemos na felicidade, na esperança. Se perdermos esta, perderemos aquela, e estaremos sem guia, sem rumo, ainda que estejamos nos novos oceanos.
É preciso enfrentar abertamente e sabidamente, com alegria, as dificuldades que enfrentamos, pois se há pedras no caminho, é bom que sejam grandes, pois nestas não tropeçaremos; são grandes demais pra isso. E, se conseguirmos ver luz onde muitos vêem escuridão, poderemos guiar muitos no caminho da felicidade.
Sejamos felizes!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Comodismo

Nos acomodamos com as várias situações que vão surgindo que, quando nos damos conta, estamos atolados até a cabeça de problemas e situações desagradáveis causadas por este comodismo. É uma droga isso, que a gente vai consumindo, até que ela começa a consumir-nos por inteiro. Quando percebemos, já estamos há muito, muito tempo nesta situação.
A gente até tenta sair, sei lá, mudar de ares, ver se novos ventos trarão rumos novos. Mas sempre nos enganamos. Então chega a hora de jogar a toalha. E é aí que mora o problema. Ficamos com medo de largar de vez a situação e acharmos que não seremos mais capazes de viver novamente. Mas vivemos sim. Só se morre uma vez na vida (rs).
Bom, veremos o que vai acontecer. Quem sabe, talvez, tudo se encaixe. Situação insuportável é que não dá mais. Ok? Então blz.

O Último Sorriso


Despede-se vagarosa e tranquilamente, entre suspiros e bocejos, com um singelo sorriso estampado em toda sua face; beija lentamente sua pele, enquanto afaga carinhosamente seus cabelos, embalando-os para o repouso.
Enquanto adormecem, brilham no éter, cunhando formas sutis, que brincam com nossa imaginação.
Pintam o céu, enquanto todos, abaixo delas, se deleitam nos prazeres do descanso, para uns eterno, para outros momentâneo, até que estes subitamente despertam para mais um dia...

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Presença ausente

Necessário dizer, porque não, no momento certo, com as palavras certas, do jeito certo.
Em uma noite quente de verão, um quarto abafado, suspiros apaixonados por alguma coisa que lhe escapou pelas mãos, pelos dedos. E de nada adianta chorar, pois tudo estará longe, de alguma forma.
Em algum canto, em algum lugar, sua metade se esvai em pensamentos ilusórios, casuísticos. Pensamentos em que divagam seres e sombras de um passado remoto, ao mesmo tempo próximo demais para ser esquecido.
As cinzas do tempo, começa a chover. E com a chuva, uma brisa morna, que acalenta, anima e consola. Um consolo tardio para quem já esperou demais.
Ao pisar no chão, um choque. Ao se lembrar de tudo, uma ilusão. Coisas insólitas, que pareceriam eternas, mas padeceram depois de tanto tempo. Quanto tempo.
Temos coisas importantes, temos idéias brilhantes, temos gás, energia... Mas nos falta a animosidade de quem tinha muito pra descobrir e aproveitar.
Já não somos mais crianças, e também não temos experiência. O mundo se aproveita de nós e nós nos aproveitamos dele. Machucamos e saímos machucados, pensando em nos tratar com quem quer que seja, ainda que num mar de rostos.
Pensamos absortos, corremos pra longe, voltamos. E o passado é tão presente quanto o futuro que nos aguarda, incerto na raridade das horas certas e certo na amplitude das horas erradas.
A flecha e a palavra, assim como a oportunidade, nunca voltam atrás. Agarrá-las, parece ser o mais sensato, ainda que seja ingrato tal presente, que se faz exatamente neste momento ausente.