sexta-feira, 22 de maio de 2009

Imperfeição da essência melancólica

Permita-se retornar sempre que quiser.

Permita-se fazer as coisas da forma como achar melhor.

Permita-se apaixonar, cair de amor por alguém que não lhe dá atenção.

Permita-se ser aquilo que você não é, por uma só noite.

Permita-se conhecer o desconhecido.

Permita-se permitir.

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As escolhas que fazemos, as opções que temos. Tudo se conecta perfeitamente com aquilo que tentamos buscar, em vão conseguimos. Chegamos ao fim de tudo, sempre pensando que nos falta alguma coisa, em algum lugar. Caminhos errantes.

O fato de se aproximar e não estar tão perto assim. Não se sentir encaixado no contexto daquilo que você deseja, sem ter um conteúdo certo, sem haver um parâmetro sequer.

Compre minha felicidade, apenas para me ver sorrir, por um instante que seja. Abuse de meu corpo, com toda sua voracidade, e tente sugar minha alma. Esperança.

Há dias em que o tempo se deixa fluir. E flui de uma forma etérea, sutil em essência, linearmente sinuoso. Os segundos demoram minutos, as horas dias. Mas a ansiedade não diminui um segundo sequer.

A sensação de ter o pasto todo pra você, todos os cantos para você explorar, sozinho, em qualquer momento que seja, em qualquer hora. Inimaginável. Mas e o intangível? Nele está a perfeição.

Palavras perdidas no vento, todas conexas, mas de lados e formas diferentes. Iguais em sua essência, em seu teor. Suspiros apaixonados, suspiros saudosos, conteúdo pronto para uma música de amor.

Aquilo que se foi, já foi. Tudo passa, um dia. Tudo se vai, com o tempo. Assim como as palavras, que se espalham no ar, deixando aquela sensação de uma inatingível perfeição melancólica.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Bolas de neve, música e cerveja...

"Caí da árvore, em cima de um cacto..."

É nessa toada que eu começo hoje. Com o mais perfeito dos acontecimentos. Acerca do epílogo acima, nada irei tecer. Deixo à imaginação do leitor o que pensar e refletir.

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Nada vem gratuitamente, tudo tem seu preço. É um eterno jogo de conquistas e perdas; onde se perde alguma coisa, sempre alguém irá ganhar. Pois é, o equilíbrio agindo silenciosamente, deixando uns chorando, ao passo que outros riem.

Uns riem de si mesmos, outros riem dos outros. Nos primeiros, traços de afeto, nos últimos, traços de ódio. Afinal, tudo é equilibrado, lembra-se? Pois é.

Construindo o futuro, edificando o presente, aprendendo com o passado. E é por isso que eu não quero mais ir ao parque de diversões. Não agora, não hoje. Estive lá já. Pude ver quão iluminado e colorido é o seu carrossel; girei infinitamente em sua roda gigante. Os palhaços, apesar de meu medo confesso deles, me divertiram muito. Mas é isso. Um dia eu tive que sair de lá. Cedo ou tarde. Ou no momento certo, após aproveitar bastante.

A inconstância me faz pensar, e muito. Indecisão é uma coisa terrível pra mim. Ficar em cima do muro? Ou é sim ou é não. Porque indecidir-se? Existe uma objetividade dentro de você ou não? Então!? Adianta ficar oscilando entre um lado e outro sem escolher um dos dois? Não, caro leitor, você simplesmente não pode ter os dois lados ao mesmo tempo... Mais uma vez, lembra-se do equilíbrio?

No entanto, também tenho que pensar que não se é possível tirar alguém do parque antes do tempo certo, pois não cabe a mim decidir o tempo de lá permanecer. Bom, enquanto isso, aproveite as imagens. Todas elas.

Não, novamente. Não tenho nada a lhe oferecer além daquilo que já conquistei e mais uma porrada de sonhos insólitos. Mas que tenho certeza que um dia irei concretizá-los. Sim, pelo que me parece, estamos em tempos diferentes. Mas será? Não sei a resposta. Só sei que não me é possível ter os dois lados ao mesmo tempo. Questão de equilíbrio, meu caro. (risos)

Então, o que fazer? Bom, antigamente as civilizações primitivas acreditavam que o sacrifício de uma vida valeria pelas recompensas que iriam alcançar. Pois é, é o que você imaginou. Sacrifique-se ou sacrifique. O lado lógico disso tudo é que você resolve tudo de forma simples, rápida e lógica, pois na metafísica tudo é um eterno: mas será? E você consegue conviver com essa dúvida? Pois é. Mas eu não.

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Sublime forma de pensar para não ser pensado.

Inconstante jeito de ser para não ser notado.

Filosófico para não ter que pensar.

Pensar para não precisar agir.

Agir para não precisar viver.

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Espalhei aos quatro cantos o quanto estava... E continuo espalhando. Não me faço em devaneios, muito menos em pormenores. Não há árvores, moitas, muros, ou qualquer obstáculo em meu mundo. Não por ser público. Apenas gosto de ser eu mesmo. E isso me faz. Apenas me faz.

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Nota: faça o menos possível quando as roupas não são suas. Mas não se esqueça que suas roupas também podem estar sujas.

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O caminho nunca termina, não enquanto estiver de dia, enquanto se estiver acordado. O jeito é encarar com bom humor.

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Fica uma dica:- *Artista: "Mike Doughty" - *Álbum: "Haughty Melodic".
É uma excelente pedida pra uma saída de carro, uma volta a pé, uma reflexão... Um momento solitário.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Absolut Non Sense - Momento de Ira, Dia de Fúria

Faça-me rir, sobretudo de todas as suas falácias e conquistas ridículas.

Popularize-me, como se um deus eu fosse, sem nunca eu haver pisado no Olimpo.

Coloque palavras nas bocas das pessoas, faça-as acreditar que tudo pode ser resolvido pela crença em alguma coisa.

Busque atitudes nas pessoas, esperando receber em troca tapas e pontapés.

Pense que eu sou um idiota, tratando-me como farsante em meio a todos.

Ignore-me na multidão, pisando em minhas idéias e escarrando em toda minha existência.

Nada disso faz sentido, como nada nunca fez, até agora. Num momento você acha que tem a situação sob controle. Noutro, acorda e percebe que não viveu nada até agora, pois sempre buscou o nada, quando deveria nada buscar.

A existência é a essência das mensagens, ocultas em cada gesto, em cada sorriso e em cada suspiro. O além não existe, e o que se foi, ficou para trás, assim como tudo o que está morto, deve permanecer morto, e não enterrado apenas.

Um dia de cada vez, um passo a cada momento e um degrau por dia.

Vagaroso? Não. Cauteloso.

Acompanhar um café com um cigarro singular, observar as pessoas rindo, enquanto por dentro, todos derramam lágrimas. A pretensão está em tudo, e a busca nunca cessa.

O além, o depois, a vertente de nossa existência, pois se existimos, temos que creditar que existimos por alguma razão, não aceitando simplesmente a existência como algo simples.

... Medíocre mesmo!!! Pára com isso vai. Aceita, apaga luz, fecha a porta e vai embora. Simples assim...

Não pense que reluto a cada dia para acreditar que tudo não passa de pesadelo. Mas aceitá-lo, e saber que ele faz parte do nosso dia-a-dia é temeroso. Mas lutar contra isso, agora eu vejo, é ridículo, inevitável.

Que dia idiota. Coisas vazias, idéias sem sentido algum, lugares sem cor, sem sabor, pessoas vazias: eu vazio. Vazio de sentimentos, niilista, especialmente hoje.

Perceber que o dualismo sempre foi parte de sua existência, em todos os lugares, e em tudo o que você toca, e perceber que esse dualismo é uma pura existência de uma doutrina que se iniciou anos e anos atrás? Manchada pela interpretação e interesses mesquinhos de alguns, em detrimento de vários. Condenação ao pensamento livre, à livre manifestação.

Pensando bem, o livre arbítrio está fixado onde? Nas paredes das casas? Nos vitrais das igrejas. Ou ainda, em São João Del Rei? Não... Metafísica para explicar coisas simples? Complicar a vida e a existência com o sofrimento... Em troca de alguns trocados, onde tudo se dá, nada se recebe, para receber depois. Quanta coisa ridícula... Niilista, mais uma vez, eu repito.

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O dia não foi legal. Já acordei puto da vida. Com tudo. Comigo, com meus sapatos, com o carro que ia na minha frente. E o engraçado é que eu não consegui rir em momento algum. Mas fingi estar bem, em alguns lugares e pra algumas pessoas. Vivi um dia absolutamente incomum de mim mesmo.

Onde está a cor, o cheiro, o sabor? Nada. Tá tudo em PB, bem figurado como positivo e negativo, bem e mau. O que mudou de ontem pra hoje? Absolutamente nada. Nada aconteceu. Ninguém me disse nada. Mas, pensando bem, acho que tomei um tapa na cara da minha hipocrisia e quebrei um paradigma meu. Me fez pensar, F.N.

Ainda não conheço Zara, mas espero que com ele possa entender mais algumas coisas. E outra coisa, antes que digam sandices a meu respeito: ainda não terminei de ver tudo. Há muita coisa por vir, eu sei. To instigado a conhecer, a me tornar mais ácido, a me tornar mais racional, a me tornar mais humano.

Me sinto um idiota às vezes por não conseguir fazer tudo que tenho vontade. Mas será que eu não fiz mesmo? Será que eu não fiz tudo aquilo que tinha vontade, mas de uma forma diferente do meu eu? Sim, acho que sim. Contento-me em me sentir bem. E eu não estou me sentindo bem hoje...

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Sim, tava gelada. Foram duas. Mas não foram a salvação. As pessoas ao meu lado me pareceram tão próximas a mim, mas eu sabia que tinha muita coisa ali que eu não conhecia. Mas pra que eu precisava, e preciso, conhecer, se o pouco que vi já me deixou contente?

Preciso entender que eu não posso abraçar o mundo. Que eu não posso fazer todos felizes. Que, ainda que eu esteja bem, as pessoas a meu redor não são obrigadas a estar bem também.

Preciso me conformar em ver que nem tudo é puro, nem tudo é real, e nem tudo é imaginário.

Preciso compreender minha essência. Preciso me entender. Preciso me realinhar.

... Meu eixo sumiu...

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Aquele que nunca firmou seu próprio degrau, que conforme-se em estar no início;
Aquele que construiu alguns, que ajude quem está no início;
Aquele que já está quase no topo, que tenha paciência para com aqueles que ainda estão subindo.

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** Se eu precisar conversar, desabafar, ou qualquer outra coisa que seja, deixa que eu falo **

** Outra coisa: NÃO É NADA COM NINGUÉM **
Não tentem me impor qualquer coisa que seja: ISSO ME DEIXA PUTO DA VIDA E IRADO DE RAIVA!

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The End: o monte Olimpo, aqui expresso, é mitologia.
Não tente entender. Compreenda e reflita. É melhor.
Idiossincrasia não se discute nem se tenta mudar, tá?
Por fim, ficarei ótimo.

Obrigado por me ouvir.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Noites claras, focos noturnos

À esta altura, todos devem estar dormindo seus sonos mais profundos, vivendo as fantasias mais sórdidas e intrincadas que qualquer pessoa possa imaginar. Uns voam, outros transam, e alguns até tocam gaita. Mas o que realmente importa, é que enquanto todos dormem, eu fico aqui observando tudo.

Na medida que o tempo passa, as horas caminham devagar rumo ao infinito. Como estou sem sono, procuro alguma coisa pra fazer. Folheio livros, pego revistas, ligo a televisão, ouço uma música, tento escrever. Nada me dá tesão. Nada.

Desencanado, tomo um copo d'água e vou até a sacada ver a noite. Adoro ver as estrelas. Mas encheram de luzes na marginal, então o brilho delas se ofusca e confunde com o forte brilho dos holofotes marginais, beirando o rio que, infelizmente, não consigo ver.

Bom, absolutamente absorto em meus pensamentos, devaneio sobre todas as coisas que aconteceram, tudo que pode acontecer, e faço planos, desenho ideais e ideias, traço metas. Pra que? Bom, eu também não tenho a mínima ideia, já que eu nunca consigo segui-las.

E reparando nisso, eu vejo que não tem muito sentido em se estabelecer pequenas e médias metas, pois é o acaso que vai te moldando no dia-a-dia, já reparou? Você planeja o seu final de semana durante a semana, e a sua semana durante o final de semana, mas você nunca faz nada daquilo que havia traçado. Então, chegando na minha derradeira conclusão, o negócio é deixar rolar.

A noite avança, ainda que as horas seja vagarosas em seu caminhar. Quando percebo, já são 03:00 da manhã, e eu tenho que acordar às 07:30 e me preparar pra um compromisso às 09:00. Mas não tem problema. Filosofar dentro de você mesmo só faz crescer aquilo que você tem e que você já é.

Neste vai e vem das horas e do tempo, o sono vem chegando. O tempo bate 03:20 e já estou na cama. Despeço-me de mim, com um singelo boa noite, agraciado de carinho, afinal, eu mereço.

Encosto a cabeça no travesseiro, suspiro de amor e de paixão, penso em alguma coisa boa e me junto àqueles cuja passagem narrei no começo...

Boa noite! Bons sonhos!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Onde as pessoas más vão quando morrem?...

Eis que me deparo em meio a uma estrada rural, de terra batida, cuja poeira se levanta enquanto o carro vai passando, deixando pra trás tudo aquilo que tínhamos de ruim dentro de nós mesmos.

Fluindo por dentre densos capinzais. Imagino então a distância percorrida, centímetro a centímetro. Conto com a ajuda das estrelas que pontilham toda a abóbada escurecida pela noite.

Destilando doses de sarcasmo, mascarando todas aquelas faces estranhas e inquisidoras, segui adiante, pensando em como tudo está perfeito. Nada poderia me alcançar naquela hora. Nem mesmo o vento.

Ainda assim, estava frio, e eu sentia todos os meus dedos congelando, em estado de êxtase, mesmo os dos pés. Tudo aquilo não me era novo, mas eram sensações em momentos distintos.

Enquanto ia pela estrada, imaginava como o mundo anda tão complicado. E há tantas pedras nesta estrada, buracos... Ainda bem que não há palhaços. Não os suporto.

De repente, senti uma mão em meu rosto. Ao olhar pro lado, a sombra de um sorriso que se espelhava no vidro, tendo como dinâmica as grossas tosseiras de mato.

Após um tempo andando, vi luzes. E tive medo, pois não sabia direito onde estava. Não que estivesse perdido. Mas também não conseguia me achar. Meu Deus: cadê meu GPS!???

Recobrando-me do susto, vendo onde eu estava, vi que estava tudo bem. Momentos após, um som me chega aos ouvidos; batida conhecida, timbre da guitarra com aquela distorção... Hmmmm, só curtindo o momento e a paisagem, que cada vez se mostrava mais insensata. Só a estrada fazia sentido. Mas não me incomodei.

Após um breve trajeto, com uma breve ligação que me deixou mais feliz, cheguei ao jardim, admirando toda sua beleza em toda sua plenitude... E nas águas calmas daquele lago artificial, vi minha imagem distorcida, cheia de brilho dos postes, cercada de peixes sonolentos e agitados.

Enfim, fui embora. Ainda que não quisesse, mas eu sabia que tinha que ir. E a única coisa que eu tinha certeza, naquela hora, era a de que os levava em meu coração.